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sábado, 23 de novembro de 2013

SEMI-DEUS / SEMIDEUS

Como se escreve “semideus ou semi-deus”?

Com o prefixo “semi”, usa-se o hífen apenas se o segundo elemento começar pela mesma vogal ou pela letra [h]. Caso o segundo elemento começar com [R] ou [S], essas letras serão duplicadas.

Semi-intensivo; semi-internato; semi-histórico; semi-hebdomadário; semi-hidratado; semideus; semibreve; semivogal; semianalfabeto; semirrei; semirreta; semirreligioso; semissagitado; semissecular; semissábio. 

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

HAVER / REAVER

Está correta a frase: “É necessário que o Congresso reaveja suas tradições e independência”?

Os verbos compostos conjugam-se de acordo com os verbos simples que lhes deram origem: reter é derivado de ter e como este deve ser conjugado: eu tenho / retenho; tu tens / reténs; ele tem / retém... etc.

O verbo reaver conjuga-se como seu formador haver, mas apenas quando o primitivo possui a letra “V”: eu hei / ...; tu hás / ...; ele ...; nós havemos / reavemos; vós haveis / reaveis; eles hão / ....

A consequência deste “defeito de conjugação” é que o verbo reaver não tem o presente do subjuntivo nem a 2ª pessoa do singular do imperativo afirmativo e todo o imperativo negativo, formas derivadas do presente do indicativo.

O melhor é usar um verbo com significação análoga: “É necessário que o Congresso recupere (restaure / restabeleça) suas tradições e independência”.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

CHEGOU / CHEGARAM

Está certa a concordância verbal na frase “Chegou à escola o velho mestre e seus discípulos”? O sujeito não é composto?

Sim. O sujeito é composto e está posicionado depois do verbo. Esse sujeito composto posposto permite dois tipos de concordância verbal:

     a)  Concordância gramatical: o verbo vai para o plural, na pessoa predominante (1ª p. > 2ª p. > 3ª p.): “Chegaram à escola o velho mestre e seus discípulos”;


       b)  Concordância atrativa: o verbo concorda com o núcleo mais próximo: ““Chegou à escola o velho mestre e seus discípulos”.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

INFORMAR / AONDE

“O réu informa o tribunal o endereço aonde pode ser encontrado”. Ouvi essa expressão e fiquei na dúvida sobre sua correção.

O verbo “informar” está com a regência equivocada. “Informar alguma coisa a alguém” ou “informar alguém de (sobre) alguma coisa”.

O uso de “aonde” também não se justifica, pois ninguém é encontrado a algum lugar. Normalmente as pessoas informam “onde” podem ser encontradas.

A estrutura correta, portanto, é “O réu informa ao tribunal o endereço onde pode ser encontrado”.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

O DIABETES / A DIABETES?

DIABETE ou DIABETES é substantivo comum, de dois gêneros e dois números. Pode ser o diabete, a diabete, o diabetes ou a diabetes. 

Entretanto, a tendência atual é pelo uso de "o diabetes".

sábado, 9 de novembro de 2013

MORTALIDADE OU MORTANDADE?

Milhares de peixes apareceram mortos no Lago Paranoá. Devo dizer que houve grande “mortalidade” ou grande “mortandade” de peixes?

Os dois termos são praticamente equivalentes, mas convém observar o seguinte:

Mortalidade: qualidade, estado ou condição do que é mortal, do que perece.
  • Os índices de mortalidade infantil têm diminuído consideravelmente.
Mortandade: número significativo, relevante, de mortes de pessoas ou de quaisquer seres vivos.
  • O uso indiscriminado de pesticidas agrícolas tem provocado a mortandade de insetos e pássaros polinizadores.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

ONDE

Na frase “Muitos ficaram encantados com o sucesso de Eike Baptista, onde tudo que ele tocava virava ouro...”, está certo o uso da palavra “onde”?

A palavra “onde” é, morfologicamente, advérbio de lugar ou pronome relativo.

·    Onde você deixou o guarda-chuvas?                  (advérbio)
·    Vamos aonde?                                                      (advérbio)
·    Estamos onde muitos gostariam de estar.         (advérbio)
·    A mesa onde está o cinzeiro.                               (pronome relativo)
·    O colégio onde estudei.                                          (pronome relativo)

Observe-se que onde, como advérbio ou pronome relativo, só pode ser usado em relação a lugar geográfico:

·    A casa onde ele mora.
·    Onde você gosta de brincar?

Nos demais casos, usa-se em que:

·    A tese em que ele defende essa ideia.
·    O livro em que nos baseamos.
·    A faixa em que ele canta.
·    Na entrevista em que se perguntou isso.

A frase da consulta deve ser reformulada para “Muitos ficaram encantados com o sucesso de Eike Baptista, pois (porque, já que, uma vez que, porquanto) tudo que ele tocava virava ouro...”,