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terça-feira, 22 de novembro de 2011

CONCORDÂNCIA VERBAL - "SE AVALIA"


CONSULTA –
Há algum erro em “Quando se avalia todas as obras do PAC 2 juntas, o índice de atraso chega a 26%. E nem todas devem ficar prontas até o fim de 2014, quando o programa termina”?

RESPOSTA –
O pronome oblíquo “se”, na primeira oração, é um pronome apassivador e, na voz passiva sintética formada com esse pronome, o verbo concorda normalmente com o sujeito. O sujeito é a expressão “todas as obras do PAC 2 juntas”, logo o verbo “avaliar” deve ir para a 3a pessoa do plural.

Ficaríamos, então, com “Quando se avaliam todas as obras do PAC 2 juntas”. Ocorre uma redundância: Se são “todas” as obras, serão obrigatoriamente “juntas”. Melhor seria eliminar uma das duas: o “todas” ou o “juntas”.

Aconselhável examinar o “E” inicial do 2º período. Essa conjunção é, normalmente, aditiva, logo deve “somar” dois termos da oração, ou duas orações coordenadas de mesmo valor. Como há um ponto final encerrando o período anterior, fica, gramaticalmente, injustificável o uso do “E”.

Aconselho, portanto, modificar a redação para “Quando se avaliam todas as obras do PAC 2, o índice de atraso chega a 26%, e nem todas devem ficar prontas até o fim de 2014, quando o programa termina.”

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

SEMI-ESTRUTURADO / SEMIESTRUTURADO


CONSULTA –

A palavra “semiestruturada / semi-estruturada” deve ser escrita com ou sem o hífen?

RESPOSTA – Sem o hífen.

O Acordo Ortográfico aboliu o uso do hífen nos casos em que o prefixo termina com vogal diferente da vogal que inicia a palavra seguinte.

Exemplos: aeroespacial, agroindustrial, anteontem, antiaéreo, antieducativo, autoaprendizagem, autoescola, autoestrada, autoinstrução.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

EM VEZ DE / AO INVÉS DE


CONSULTA –
As expressões “ao invés de” e “em vez de” são equivalentes?

RESPOSTA –

São muito parecidas, mas têm significados diferentes.
As duas formas estão corretas, cada uma com seu sentido próprio. "Em vez de" significa "no lugar de..." e "Ao invés de..." vale por "Ao contrário de...".

Exemplos:
"Ao invés de beber, Gilda tornou-se abstêmia" e "Teria sido melhor se Chàvez, ao invés de falar, ficasse calado".
"Manifeste-se, em vez de se omitir", "Em vez de Gramática, estude Matemática agora".

VAI HAVER / VÃO HAVER


CONSULTA – 

A frase “É evidente que vão haver reclamações no futuro” está certa?

RESPOSTA –

Não. Há um equívoco na concordância verbal da locução “vão haver”. Como sabemos, o verbo “haver”, quando usado no sentido de “existir”, é impessoal (não se flexiona), e fica sempre na terceira pessoa do singular. Usado em locuções verbais, com o mesmo sentido de “existir”, essa impessoalidade se transmite para o verbo auxiliar, que ficará sempre na terceira pessoa do singular.
 
Assim, a frase correta será: “É evidente que vai haver reclamações no futuro”.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

VENDEM-SE / PRECISA-SE


CONSULTA –

Por que usamos “vendem-se apartamentos” e “precisa-se de estagiários”? Por que um verbo está no plural e o outro no singular?

RESPOSTA —

No primeiro exemplo, o verbo é apassivado, o que é comprovado pela possibilidade de se transformar a frase em uma passiva analítica e o sujeito “apartamentos” não ser capaz de, por si só, praticar a ação descrita pelo verbo: “Apartamentos são vendidos”. Nesse caso, a Gramática Normativa manda que se faça a concordância regular entre o verbo e seu sujeito e o pronome “se” é um pronome apassivador.

No segundo exemplo, isso não é possível, pois não há como “acomodar-se” a preposição “de”. O verbo, por conseguinte, permanece na 3ª pessoa do singular e o sujeito é indeterminado, isto é, ele existe, mas não se quer ou não se pode determiná-lo. O pronome “se” é índice da indeterminação do sujeito.

Pode-se dizer que o verbo, seguido de preposição, não varia nesses casos: Trata-se dos melhores profissionais. / Precisa-se de empregados. / Apela-se para todos. / Conta-se com os amigos.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

VERBOS VICÁRIOS


CONSULTA —

Como faço para não repetir o verbo em orações como “Ele não briga mais como brigava antigamente”?

RESPOSTA —

O modo mais fácil é omitir a forma repetida, deixando-a implícita: “Ele não briga mais como antigamente”. O falante pode, entretanto, optar pela substituição do segundo verbo.

Para casos assim, existem os chamados “verbos vicários”, que servem exatamente para substituir aqueles verbos que não se quer ou não é conveniente repetir. Os verbos vicários atuam como sinônimos daqueles expressos anteriormente. São, normalmente, os verbos “ser” e “fazer”, usados no lugar da repetição que se quer evitar.

  • Ele não briga mais como brigava antigamente. 
  • Ele não briga mais como fazia antigamente. Aqui, o verbo “fazia” substitui o verbo “brigava”. 
  • Íamos chamá-lo a participar da entrevista, entretanto não o chamamos. 
  • Íamos chamá-lo a participar da entrevista, entretanto não o fizemos. Nesse caso, temos que o verbo “fizemos”, substitui o verbo “chamamos”. 
  • O encontro se materializou, mas não se materializou da forma esperada. 
  • O encontro se materializou, mas não foi da forma esperada. Nota-se que o verbo “foi” (verbo ser) substitui o verbo “materializou”. 
  • Ela não diz a verdade e não diz porque tem medo. 
  • Ela não diz a verdade é porque tem medo. Aqui, o verbo “é” (verbo ser) substitui o verbo “diz” (dizer).

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

CONCORDÂNCIA VERBAL


CONSULTA — “Aluga-se casas” ou “Alugam-se casas”. Qual é a forma correta?

RESPOSTA — Com o verbo no plural, “Alugam-se casas”, pois o verbo deve concordar com o sujeito “casas”. Nesse caso o pronome “se” é um chamado “pronome apassivador”, usado para construir as orações passivas sintéticas.
Alugam-se casas. / Fazem-se consertos. / É assim que se evitam acidentes. / Compram-se terrenos. / Procuram-se empregados. / Vende-se uma bicicleta / Aluga-se casa na Asa Sul. / Compra-se um papagaio mudo.