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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

PRETÉRITO MAIS-QUE-PERFEITO

CONSULTA: Quando e como se usa o pretérito mais-que-perfeito do indicativo?

Essa flexão é usada quando nos referimos a uma ação ocorrida ANTES de outra ação já passada.

Exemplos:
A forma simples da primeira e da terceira pessoas do singular do pretérito mais-que-perfeito de "vencer" é "vencera".
Eu vencera / ele(a) vencera.
A forma composta é "tinha (ou "havia') vencido".
Eu tinha (havia) vencido / ele(a) tinha (havia) vencido.

As duas formas são válidas. Ultimamente (de uns quarenta anos para cá) tem predominado a forma composta, mais por deficiência do ensino que por qualquer outro motivo.

Observe:
“Emerenciana chegou ao trabalho às 09h30” / “O relógio de ponto travou às 09h35”. Se juntarmos os dois fatos em um só período, devemos estabelecer o aspecto temporal entre eles. Poderemos dizer que “Emerenciana chegou ao trabalho cinco minutos antes de o relógio travar” / “O relógio de ponto travou cinco minutos depois de Emerenciana chegar ao trabalho”.

Usando a pretérito mais-que-perfeito, bastaria dizer que “Emerenciana chegara há cinco minutos, quando o relógio travou” ou “Emerenciana tinha (havia) chegado quando o relógio travou”.

Na verdade, essa preferência pela forma composta contraria a “lei do menor esforço”, pois gasta-se mais energia para pronunciar (ou escrever) “tinha (havia) chegado” que simplesmente “chegara”.